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Desde os fogos de Junho que várias aldeias têm optado por levar a sério a sua defesa em relação ao fogo, procurando instrumentos de gestão da faixa de cem metros em torno do perímetro da aldeia.
Destas, a primeira a tomar decisões e avançar, com um processo muito aberto e participado, foi a Ferraria de São João, em Penela.
Quase desde o primeiro dia que a Montis tem estado envolvida neste processo, a pedido da Associação de Moradores da Ferraria de São João, tendo apenas duas condições prévias:
1) O processo de gestão é um processo da aldeia, conduzido pela aldeia, em função da prioridades definidas na aldeia;
2) A Montis está no processo para dar apoio com a sua experiência, na medida que as pessoas da Ferraria de São João sentirem necessidade, e não para replicar os seus modelos de gestão, o que só acontecerá se se entender que é útil para todos os envolvidos.
Até agora o processo tem corrido com toda a abertura e transparência e é muito bom ver uma aldeia envolvida, a participar nas decisões que lhe são propostas, a disponibilizar informação e a discutir soluções para gestão do seu território.
Fiel ao princípio do trabalho em rede, seria difícil para a Montis não ter disponibilidade para se envolver.
Todos sabemos que o mais difícil está para vir, sabemos que haverá coisas a correr bem e outras a correr mal, mas estamos bem empenhados em aumentar as primeiras e limitar as segundas.
E, tal como nos outros processos em que nos envolvemos, esperamos aprender e ter oportunidade de envolver os nossos sócios num projecto diferente que seja útil a toda a gente e para a biodiversidade.