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Contra a vontade da Montis iremos cancelar o passeio de amanhã.
Ponderámos não respeitar a determinação do governo porque a resistência a decisões iníquas é um dever, mas não queremos pôr os participantes na condição de criminosos por darem um passeio, que seria a consequência de não respeitar o despacho conjunto do Senhor Primeiro Ministro e a Senhora Ministra da Administração Interna que interdita qualquer circulação nos espaços florestais como tal definidos no Plano Municipal de Defesa de Floresta contra incêndios, que abrange a totalidade de cinco distritos e muitos concelhos nos restantes, e que no caso de Vouzela são perto de 70% do território.
O despacho é claro e determina que entre as duas horas da tarde de hoje e as 24 do dia 21, é determinado o seguinte:
“d) Proibição do acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, previamente definidos nos PMDFCI, bem como nos caminhos florestais, caminhos rurais e outras vias que os atravessam;”
É certo que até ao momento não temos notícia de ter sido cortado o trânsito em nenhuma das autoestradas que atravessam os espaços florestais do país, neste caso, a A25, mas não podemos ignorar a responsabilidade que nos cabe, argumentando que os concessionários das auto-estradas, ao não darem cumprimento ao despaço conjunto, também estão a transformar todos os automobilistas que as usam em criminosos.
henrique pereira dos santos