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O campo de trabalho de 2018 acaba hoje.
É cedo para fazer o balanço, é cedo para avaliar o que correu bem e o que queremos melhorar, é cedo para pensar o que fazer a partir daqui, mas estamos muito a tempo de agradecer ao Fundo Ambiental e ao Programa LIFE (entre outros) os recursos para fazer o que temos vindo a fazer.

Aos sócios que pagam as suas quotas, que fazem donativos, que contribuem nos crowdfunding, que aparecem para ajudar, que fazem comentários simpáticos e críticas legítimas é que se deve o que vamos conseguindo fazer, são a base, o chão em que assenta tudo o resto, mas é aos recursos excepcionais que temos vindo a captar que temos de agradecer o podermos fazer mais que o que estaríamos neste momento à espera de ter feito: já fizemos muito mais do que pensávamos que seria possível.
Um grupo de mais de 20 pessoas motivadas, como as que estão na fotografia de cima, pode fazer muito mais do que se pensa por um terreno que ainda há pouco mais de dois anos não tinha qualquer tipo de gestão e parecia condenado a um ciclo de fogo em torno dos dez anos, de que resultaria uma evolução dos sistemas naturais mais lenta que a que esperamos agora.
O que para a Montis, sendo uma pequena associação, com recursos muito limitados e, ainda por cima, numa altura de transição da sua equipa técnica, é especialmente surpreendente é que ao mesmo tempo que o campo de trabalho decorria, o grupo da fotografia abaixo estava no Alentejo, na Herdade do Freixo do Meio, fazendo o trabalho de formiguinha para controlar as canas e voltar a reconstruir uma galeria ripícola digna desse nome.

Nem sempre teremos esta capacidade para estar em mais que um sítio ao mesmo tempo, a levar gestão para onde ela faça falta, mas é o que gostaríamos de ser capazes de fazer serenamente, aos poucos e contando com a boa vontade de quem está disponível para ajudar.Obrigado a todos, a quem organiza, a quem se responsabiliza, a quem aparece, a quem divulga e a quem paga as quotas que tornam tudo isto possível.

henrique pereira dos santos

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