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Até ao próximo Domingo, dia 22, o campo de trabalho que estamos a fazer em Carvalhais continua.
A partir de hoje, 19 de Julho, para além dos que estão na fotografia, haverá mais quase vinte pessoas a dar-nos uma mãozinha na gestão.
O trabalho que estas pessoas generosamente nos dão é muito importante: já estiveram a fazer manutenção das faixas de gestão de combustível, o que nos poupa dinheiro nos fogos controlados seguintes e melhora a acessibilidade global na propriedade, já estiveram a apoiar a regeneração natural e árvores que semeámos e plantámos, para diminuir o tempo necessário para que tenhamos bosquetes que sirvam de âncora à progressiva recuperação da vegetação natural destes cem hectares, já estiveram a compor algumas estruturas de correcção torrencial, já estiveram, como nesta fotografia, a fazer mais algumas estruturas para retenção de sedimentos que permitem aumentar o capital natural do baldio.
E fizeram a abertura de um acesso para uma pequena mancha de eucaliptal que estava completamente afogado no mar de giestas e que actualmente começa a emergir como aquilo que será a mancha que estruturalmente mais se aproxima de um povoamento florestal dentro da propriedade. Abrir este acesso vai ser importante para saber com o que podemos contar e, provavelmente, para nos permitir colocar um tabuleiro de bolotas para que os gaios façam o seu trabalho de sementeira no próximo Outono, aumentando a velocidade de recuperação dos carvalhais, o que dificilmente tem resultados em áreas abertas.
Todo esse trabalho é muito importante para demonstrar que é possível gerir de forma diferente territórios marginais, tendo a biodiversidade como motor e objectivo.
Mais que tudo, no entanto, o que se ganha é o reforço das redes de mobilização das pessoas comuns para a gestão da paisagem e da biodiversidade.
O que conseguirmos fazer resultará essencialmente da nossa capacidade de gerir com pessoas, para pessoas e pelas pessoas.
Obrigado a quem tem permitido que tenhamos chegado até aqui e aos que nesta semana têm vindo a demonstrar que há caminhos para sair do ciclo de fogo em que estão aprisionados os territórios marginais a que ninguém sabe muito bem que destino dar.

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